quarta-feira, 17 de março de 2010

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM


Robianca Munaretti
Fonoaudióloga/Psicopedagoga

As dificuldades de aprendizagem são bastante confundidas com desatenção, falta de interesse, preguiça por parte do aluno, muitas vezes sendo taxados de indisciplinados e ineficientes. Porém, devemos ter uma atenção especial quando sinais de desinteresse, desatenção, irresponsabilidade, agressividade, entre outros, aparecem, pois podem ser um alerta de que algo está acontecendo, trazendo sofrimento a criança.
É importante que todos os envolvidos no processo educativo estejam atentos a essas mudanças, observando se são momentâneas ou se persistem por mais tempo. Essas dificuldades podem apresentar causas orgânicas ou até mesmo emocionais e é fundamental que sejam descobertas a fim de auxiliar o desenvolvimento do processo educativo.
Os primeiros ensinantes de um ser humano são os pais, com eles aprendemos as primeiras interações e ao longo do crescimento desenvolvemo-nos, aperfeiçoando-as. Estas relações, já constituídas na criança, ao chegar na escola, influenciarão consideravelmente na produção de conhecimento deste sujeito. Portanto, é preciso uma dinâmica familiar saudável, uma relação positiva de cooperação, alegria e motivação.
Já os educadores são os atores mais importantes no processo de identificação e descoberta de problemas relacionados ao aprender. O papel do professor é observar o aluno e auxiliar o seu processo de aprendizagem, pois é nessa relação que se estabelece entre educador e educando que torna este capaz ou incapaz. Se o professor trata-lo como incapaz, não será bem sucedido , não permitindo assim, sua aprendizagem e por consequência o seu desenvolvimento.
As aulas, por sua vez, devem ser o mais motivadoras, criativas e dinâmicas possível, não tendo espaço ao rótulo dos alunos, mas dando-lhes oportunidades de descobrir suas potencialidades.
Ao serem identificadas tais alterações do escolar, estes devem ser avaliados por profissionais especializados nas áreas da medicina, fonoaudiologia, psicopedagogia e psicologia, pois estes é que irão traçar um plano de trabalho que estimule uma melhoria nesta aprendizagem e em aspectos relacionados.
O importante é que o encaminhamento a estes profissionais seja realizado assim que os sintomas aparecerem, para que a eficácia dos atendimentos aconteça no decorrer do ano letivo. Deixar para procurar ajuda no final do ano, perto das últimas avaliações, pode ser tarde demais para se obter um sucesso do trabalho e evitar sofrimentos ainda maiores por parte do educando.

2 comentários:

  1. Oi Robi. Parabéns pela iniciativa... É sempre bom ter alguém especializado falando sobre esses assuntos.

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  2. Que bom que gostastes... aceito contribuições!!! Bj

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